Capítulo 35 — Ateliê de projeto II
Mapa da aula
Aula 35 publicada. Mapa, exemplo, EX103.
flowchart TD
N0["35.1 O enunciado"]
N1["35.2 Compartilhamento granular"]
N2["35.3 Pacientes vulneráveis"]
N3["35.4 Apresentação à banca"]
N4["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4
N4 --> EX["Exemplo resolvido"]
EX --> Q["Exercício EX103"]
Desenho lógico
flowchart LR
N0["35.1 O enunciado"]
N1["35.2 Compartilhamento granular"]
N2["35.3 Pacientes vulneráveis"]
N3["35.4 Apresentação à banca"]
N4["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> Q["EX103"]
[35.1 O enunciado]
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v
[35.2 Compartilhamento granular]
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[35.3 Pacientes vulneráveis]
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v
[35.4 Apresentação à banca]
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v
[Síntese]
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[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX103]
Objetivos de aprendizagem
Você vai (1) projetar um novo uso de dados com base na integridade contextual; (2) considerar grupos vulneráveis; (3) apresentar a uma banca diversa.
35.1 O enunciado
O enunciado do segundo ateliê pede que a equipe de Zara projete uma funcionalidade que permita a cuidadores da família ajudar pacientes idosos a gerenciar as consultas. Os cuidadores precisam de parte das informações, mas não de todas, e os pacientes podem ter motivos para manter algumas consultas em sigilo diante dos parentes. A equipe precisa projetar um compartilhamento que respeite a vontade do paciente. A integridade contextual de Nissenbaum orienta o trabalho: a informação compartilhada com um médico carrega normas de confidencialidade, e levá-la a um familiar exige uma escolha informada do paciente sobre o que circula e quando. Os pacientes escolhem por categoria.
35.2 Compartilhamento granular
A equipe projeta o compartilhamento por categoria: horários de consulta, lembretes de medicação e resultados de exames podem, cada um, ser compartilhados ou não. As anotações das consultas nunca são compartilhadas por padrão. Os pacientes escolhem as categorias na configuração inicial e podem mudá-las a qualquer momento. O cuidador vê um rótulo claro do que foi compartilhado. Zara garante que uma configuração de compartilhamento não possa ser alterada pelo cuidador, apenas pelo paciente ou, quando o paciente não tiver capacidade, por um representante legalmente autorizado, com essa autoridade verificada, e não apenas declarada.
35.3 Pacientes vulneráveis
A banca levanta casos de coerção: um parente controlador poderia pressionar o paciente a compartilhar tudo. A equipe acrescenta uma pergunta de revisão reservada: em momentos aleatórios, quando o paciente entra sozinho no aplicativo, ele pergunta se as configurações de compartilhamento ainda refletem a vontade do paciente, com uma opção discreta para alterá-las. A equipe também treina os médicos para perguntar sobre o compartilhamento durante as consultas. Zara observa que o WP248 lista os titulares vulneráveis como fator na avaliação do risco, e que projetar para usuários vulneráveis costuma melhorar a experiência de todos.
35.4 Apresentação à banca
A equipe apresenta o projeto a uma banca formada por uma médica, um cuidador, uma representante dos pacientes e um engenheiro. A representante dos pacientes pede textos mais simples; o cuidador pede avisos quando o compartilhamento mudar; a médica pergunta como as emergências são tratadas. A equipe acrescenta rótulos em linguagem simples e avisos, e esclarece que as emergências seguem os procedimentos clínicos, fora da funcionalidade de compartilhamento. Zara reflete que uma banca diversa encontra problemas que os engenheiros sozinhos deixariam passar, e que o projeto de privacidade fica mais forte quando as pessoas afetadas ajudam a moldá-lo.
Exemplo resolvido
A equipe de Zara projeta um compartilhamento por categoria com os cuidadores, guiado pela integridade contextual, protege o controle do paciente, acrescenta perguntas reservadas contra a coerção e aprimora o projeto com uma banca diversa.
Caso sintético. A funcionalidade e a banca são sintéticas; Nissenbaum (2004) e o WP248 rev.01 são reais.
Erros e limites
As perguntas reservadas podem alertar um parente controlador se forem vistas; projete a aparência delas com cuidado.
Exercícios
- EX103 — Anotações por padrão. Por que as anotações das consultas nunca são compartilhadas por padrão? Rubrica: 3 = carregam normas de confidencialidade; levá-las adiante exige a escolha explícita do paciente;; 2 = menciona confidencialidade;; 1 = compartilhar tudo;; 0 = nenhuma.
- EX104 — Defesa contra coerção. Que solução de projeto responde à coerção por parentes? Rubrica: 3 = perguntas reservadas quando o paciente está sozinho, mais as perguntas dos médicos;; 2 = uma parte;; 1 = vago;; 0 = nenhuma.
- EX105 — Quem altera as configurações. Quem pode alterar as configurações de compartilhamento? Rubrica: 3 = o paciente ou, se ele não tiver capacidade, um representante legal verificado;; 2 = só o paciente;; 1 = o cuidador;; 0 = nenhuma.
Síntese
O capítulo 35 projeta para os relacionamentos. O capítulo 36 considera a escala e os orçamentos de privacidade diferencial.
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