Capítulo 3 — Física para computação
Mapa da aula
Aula 03 publicada. Mapa, exemplo, EX007.
flowchart TD
N0["3.1 Bits são físicos"]
N1["3.2 Memória flash e nivelamento de desgaste"]
N2["3.3 Energia e retenção"]
N3["3.4 Sinais e canais laterais"]
N4["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4
N4 --> EX["Exemplo resolvido"]
EX --> Q["Exercício EX007"]
Desenho lógico
flowchart LR
N0["3.1 Bits são físicos"]
N1["3.2 Memória flash e nivelamento de desgaste"]
N2["3.3 Energia e retenção"]
N3["3.4 Sinais e canais laterais"]
N4["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> Q["EX007"]
[3.1 Bits são físicos]
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v
[3.2 Memória flash e nivelamento de desgaste]
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[3.3 Energia e retenção]
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[3.4 Sinais e canais laterais]
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[Síntese]
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[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX007]
Objetivos de aprendizagem
Você vai (1) explicar como os dados persistem nos meios físicos; (2) raciocinar sobre a eliminação no nível do hardware; (3) ligar fatos físicos às obrigações de eliminação.
3.1 Bits são físicos
Na disciplina de física para computação, Zara aprende que os bits armazenados são estados físicos: carga em células de memória flash, regiões magnetizadas em discos. Apagar um arquivo costuma remover apenas um ponteiro, deixando os estados intactos até serem sobrescritos. Para a Pellmore, isso importa porque o direito ao apagamento do artigo 17 do GDPR exige que os dados sejam apagados sem demora injustificada em certos casos, e a LGPD dá ao titular o direito à eliminação (art. 18, IV e VI), definida como a exclusão de dado armazenado em banco de dados, independentemente do procedimento empregado (art. 5º, XIV). Se os engenheiros igualarem apagar uma linha do banco de dados a eliminar os dados, cópias podem persistir em discos, logs e backups, o que cria uma distância entre o que o sistema informa e o que é fisicamente verdadeiro.
3.2 Memória flash e nivelamento de desgaste
As unidades de estado sólido distribuem as gravações entre as células para não desgastar nenhuma área isolada. Uma consequência é que sobrescrever um arquivo pode gravar em células novas e deixar as antigas intactas. Zara lê que a eliminação segura nesses meios depende de comandos de sanitização embutidos ou de criptografia. Com a criptografia, os dados são guardados apenas em forma cifrada, e destruir a chave torna ilegíveis todas as cópias. Essa abordagem, muitas vezes chamada de apagamento criptográfico, é atraente para o arquivo de vídeo da Pellmore, em que sobrescrever fisicamente cada cópia seria impraticável em tantas unidades.
3.3 Energia e retenção
A física também ensina que o armazenamento consome energia e espaço. Guardar anos de teleconsultas em vídeo tem um custo em eletricidade e refrigeração, além do custo em risco. Zara escreve uma nota curta para a equipe de instalações da Pellmore ligando a retenção ao consumo de energia. Uma retenção mais curta reduz tanto a pegada ambiental quanto a quantidade de dados de saúde expostos em um vazamento. O argumento não é decisivo sozinho, mas mostra que a engenharia de privacidade costuma se alinhar a outros objetivos de engenharia, o que pode tornar as propostas mais fáceis de aceitar pelos gestores.
3.4 Sinais e canais laterais
Por fim, Zara estuda como os sinais físicos vazam informação. As chamadas de vídeo enviam pacotes cujos tamanhos e tempos podem revelar atividade mesmo quando o conteúdo está cifrado, e as telas emitem sinais fracos. Para a Pellmore, a lição prática é modesta: cifrar o vídeo protege o conteúdo, mas metadados como a duração e o horário da chamada ainda revelam que um paciente consultou um médico. Ela anota isso como um tema a retomar quando estudar redes e modelos de ameaça, porque proteger os metadados costuma exigir escolhas de projeto, e não apenas criptografia.
Exemplo resolvido
Zara explica que apagar uma linha deixa vestígios físicos, propõe o apagamento criptográfico para o arquivo de vídeo, liga a retenção ao consumo de energia e registra o vazamento de metadados das chamadas cifradas.
Caso sintético. O arquivo da Pellmore é sintético; o artigo 17 do GDPR e os arts. 5º e 18 da LGPD são reais.
Erros e limites
O apagamento criptográfico depende de as chaves nunca serem copiadas em texto claro; a gestão de chaves passa a ser o controle crítico.
Exercícios
- EX007 — Eliminação do ponteiro. Por que apagar um arquivo muitas vezes não elimina os dados? Rubrica: 3 = só o ponteiro é removido; os estados físicos permanecem até serem sobrescritos;; 2 = menciona sobrescrita;; 1 = diz que elimina;; 0 = nenhuma.
- EX008 — Apagamento criptográfico. Como funciona o apagamento criptográfico? Rubrica: 3 = os dados são guardados cifrados; destruir a chave torna ilegível cada cópia;; 2 = menciona chaves;; 1 = descreve sobrescrita;; 0 = nenhuma.
- EX009 — Vazamento de metadados. O que ainda vaza de uma chamada de vídeo cifrada? Rubrica: 3 = metadados como horário e duração revelam que a consulta ocorreu;; 2 = menciona metadados;; 1 = vago;; 0 = nenhuma.
Síntese
O capítulo 3 fundamenta a eliminação na física. O capítulo 4 começa a programação para a privacidade.
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