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Graduação · Capítulo 21 · Português

Capítulo 21 — Arquitetura e engenharia de segurança: modelos de sistema

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Capítulo 21 — Arquitetura e engenharia de segurança: modelos de sistema

Mapa da aula

Aula 21 publicada. Mapa, exemplo, EX061.

flowchart TD
  N0["21.1 Construir o modelo"]
  N1["21.2 Fronteiras e ativos"]
  N2["21.3 Revisão STRIDE"]
  N3["Síntese"]
  N0 --> N1 --> N2 --> N3
  N3 --> EX["Exemplo resolvido"]
  EX --> Q["Exercício EX061"]

Desenho lógico

flowchart LR
  N0["21.1 Construir o modelo"]
  N1["21.2 Fronteiras e ativos"]
  N2["21.3 Revisão STRIDE"]
  N3["Síntese"]
  N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> Q["EX061"]
[21.1 Construir o modelo]
    |
    v
[21.2 Fronteiras e ativos]
    |
    v
[21.3 Revisão STRIDE]
    |
    v
[Síntese]
    |
    v
[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX061]

Objetivos de aprendizagem

Você vai (1) construir um modelo do sistema de pedidos da Fernway; (2) identificar as fronteiras de confiança e os ativos; (3) usar o modelo numa revisão STRIDE.

21.1 Construir o modelo

Lucas desenha um diagrama de fluxo de dados do sistema de pedidos da Fernway: o navegador do cliente, a loja web, o provedor de pagamentos, o banco de dados de estoque, o aplicativo de separação do armazém e o parceiro de entregas. Ele marca os processos, os repositórios de dados, as entidades externas e os fluxos, e rotula o que cada fluxo carrega. Ele valida o diagrama com o desenvolvedor e com o gerente do armazém, que corrigem dois fluxos que ele havia deixado passar: uma importação noturna de preços de um fornecedor e um upload manual de planilha. Os modelos só são úteis se as pessoas que operam o sistema concordarem que estão corretos.

21.2 Fronteiras e ativos

Lucas marca as fronteiras de confiança onde os dados passam entre partes ou níveis de privilégio: entre o navegador e a loja, a loja e o provedor de pagamentos, a Fernway e o parceiro de entregas, e entre a rede do escritório e a nuvem. Ele lista os ativos: dados dos clientes, histórico de pedidos, preços e níveis de estoque. O upload manual de planilha atravessa uma fronteira sem nenhuma validação, o que significa que um arquivo equivocado ou malicioso poderia mudar preços em toda a loja. Marcar as fronteiras torna visíveis lacunas assim, porque toda travessia deveria ter uma verificação definida.

21.3 Revisão STRIDE

Usando as categorias STRIDE de Shostack (2014), Lucas examina cada elemento. Spoofing: os webhooks do parceiro de entregas são assinados. Tampering: o upload de planilha não tem validação. Repudiation: as mudanças de preço não são registradas com o usuário que as fez. Information disclosure: o histórico de pedidos é acessível a todas as contas da equipe. Denial of service: a loja depende de uma única região de hospedagem. Elevation of privilege: o aplicativo de separação roda com direitos de dono do banco de dados. Ele registra sete ameaças com mitigações propostas e responsáveis, e a Fernway agenda as três principais para o próximo trimestre.

Exemplo resolvido

Lucas constrói e valida um modelo de fluxo de dados, marca quatro fronteiras de confiança e conduz uma revisão STRIDE que produz sete ameaças com responsáveis.

Caso sintético. O sistema de pedidos é sintético; Shostack (2014) é real.

Erros e limites

Os modelos envelhecem à medida que os sistemas mudam. O STRIDE encontra categorias de ameaças, não todos os ataques.

Exercícios

Síntese

Um modelo validado com fronteiras marcadas transforma o STRIDE em uma lista concreta de ameaças, cada uma com dono.

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