Capítulo 19 — Identidade e criptografia
Mapa da aula
Aula 19 publicada. Mapa, exemplo, EX055.
flowchart TD
N0["19.1 Funções de hash"]
N1["19.2 Simétrica e de chave pública"]
N2["19.3 Assinaturas para registros forenses"]
N3["19.4 Criptografia nas evidências"]
N4["19.5 Identidade e atribuição"]
N5["19.6 Gestão de chaves"]
N6["19.7 Certificados"]
N7["Agilidade de hash"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> N5 --> N6 --> N7
N7 --> EX["Exemplo resolvido"]
EX --> Q["Exercício EX055"]
Desenho lógico
flowchart LR
N0["19.1 Funções de hash"]
N1["19.2 Simétrica e de chave pública"]
N2["19.3 Assinaturas para registros forenses"]
N3["19.4 Criptografia nas evidências"]
N4["19.5 Identidade e atribuição"]
N5["19.6 Gestão de chaves"]
N6["19.7 Certificados"]
N7["Agilidade de hash"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> N5 --> N6 --> N7 --> Q["EX055"]
[19.1 Funções de hash]
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[19.2 Simétrica e de chave pública]
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[19.3 Assinaturas para registros forenses]
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[19.4 Criptografia nas evidências]
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[19.5 Identidade e atribuição]
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[19.6 Gestão de chaves]
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[19.7 Certificados]
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[Agilidade de hash]
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[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX055]
Objetivos de aprendizagem
Você vai (1) explicar hashes, criptografia simétrica e criptografia de chave pública; (2) aplicar assinaturas digitais a registros forenses; (3) explicar o que a criptografia significa para os exames; (4) relacionar sistemas de identidade à atribuição.
19.1 Funções de hash
Um hash criptográfico mapeia dados para um resumo de tamanho fixo; deve ser inviável encontrar duas entradas com o mesmo resumo. O SHA-256 é a escolha forense comum; o MD5 e o SHA-1 têm ataques de colisão conhecidos, por isso os laboratórios que ainda os registram o fazem ao lado de um hash mais forte. Registrar tanto o MD5 quanto o SHA-256 permite que o laboratório compare com conjuntos de hashes e relatórios mais antigos, sem deixar de se apoiar num algoritmo forte. Se os dois resumos algum dia discordarem sobre se dois arquivos coincidem, o resultado do SHA-256 decide. As ferramentas de Priya sempre imprimem o nome do algoritmo ao lado de cada valor e nunca truncam resumos nos relatórios, porque um hash encurtado é muito mais fácil de coincidir por acaso.
19.2 Simétrica e de chave pública
A criptografia simétrica usa uma única chave compartilhada. A criptografia de chave pública usa um par de chaves: o que uma chave cifra ou assina, a outra decifra ou verifica. As cifras simétricas são rápidas e servem para a criptografia em massa, como a proteção das evidências em repouso, mas as duas partes precisam da mesma chave, o que cria um problema de distribuição. Os sistemas de chave pública resolvem a distribuição, porque a metade pública pode ser compartilhada abertamente. Na prática, os sistemas combinam as duas: uma troca de chave pública estabelece uma chave simétrica, que então cifra os dados. Os peritos encontram os dois tipos em contêineres criptografados e em comunicações.
19.3 Assinaturas para registros forenses
Um perito pode assinar um relatório ou um manifesto de hashes com uma chave privada; qualquer pessoa com a chave pública pode confirmar que ele não foi alterado e que veio do detentor daquela chave. Os carimbos de tempo confiáveis acrescentam evidência de quando. Um manifesto de hashes assinado permite que um tribunal verifique que a lista de hashes das evidências não mudou desde que o perito a assinou, mesmo que o manifesto tenha passado por muitas mãos. Um carimbo de tempo confiável de um serviço independente acrescenta evidência de que a assinatura existia num dado momento. O projeto do EvidenceDesk de Priya assina o log de custódia de cada dia, de modo que edições posteriores seriam detectáveis.
19.4 Criptografia nas evidências
A criptografia de disco inteiro significa que uma imagem é ilegível sem as chaves. A recuperação lícita das chaves depende dos poderes legais e do que o proprietário ou a organização fornece, como chaves de recuperação mantidas em custódia. Os peritos registram o estado da criptografia e como o acesso foi obtido licitamente; não tentam burlar proteções sem autorização. O estado da criptografia pode mudar durante o manuseio. Um laptop apreendido ligado pode estar com o volume desbloqueado, e desligá-lo o bloqueia de novo. Registrar o estado no momento da apreensão, e quaisquer chaves ou informações de recuperação fornecidas licitamente, faz parte do registro da aquisição. A imagem de um volume criptografado ainda assim é preservada e tem seu hash calculado, porque as chaves podem ficar disponíveis mais tarde, com a devida autorização.
19.5 Identidade e atribuição
Os logons de contas mostram que credenciais foram usadas, não quem as digitou. Os logs de autenticação multifator acrescentam contexto, mas ainda identificam fatores, não pessoas. Um logon com a senha correta e uma notificação push aprovada mostra que a senha era conhecida e que o celular registrado aprovou a solicitação. Não mostra quem estava com o celular. A atribuição se constrói a partir de vários tipos de evidência, como a localização do dispositivo, outras atividades no mesmo horário e depoimentos de testemunhas. A redação dos relatórios de Priya segue a evidência: 'a conta se autenticou', nunca 'o suspeito fez logon'.
19.6 Gestão de chaves
As chaves de assinatura do laboratório são protegidas, trocadas periodicamente e têm seu uso registrado em log. Uma chave de assinatura do laboratório pode ficar num token de hardware que nunca exporta a chave privada, com um PIN conhecido apenas pela equipe autorizada. A troca periódica significa emitir uma nova chave em intervalos definidos e publicar a chave pública antiga com seu período de validade, para que as assinaturas antigas ainda possam ser verificadas. Uma chave comprometida é revogada imediatamente, e as assinaturas feitas após o comprometimento são reexaminadas. Cada operação de assinatura é registrada em log com o operador e o hash do documento.
19.7 Certificados
Os certificados vinculam chaves públicas a nomes por meio de um emissor confiável; os períodos de validade e a revogação precisam ser verificados. Ao verificar um relatório assinado anos depois, a pergunta é se o certificado era válido no momento da assinatura, não hoje. Isso exige um registro do momento da assinatura, de preferência a partir de um carimbo de tempo confiável, e as informações de revogação daquele período. O projeto de Priya arquiva a cadeia de certificados e o estado de revogação com cada artefato assinado, porque esses serviços online podem não existir daqui a dez anos.
Agilidade de hash
Os algoritmos envelhecem. Priya projeta o EvidenceDesk de modo que o algoritmo seja armazenado com cada resumo e novos algoritmos possam ser acrescentados sem reescrever o histórico.
Exemplo resolvido
Um manifesto assinado do caso 41 falha na verificação. Priya investiga: o manifesto foi editado para corrigir um erro de digitação depois da assinatura. A versão original assinada é restaurada, e a correção é emitida como um adendo novo, assinado separadamente.
Caso sintético. O caso 41 é inventado.
Erros e limites
Uma assinatura válida prova a posse da chave, não a honestidade de quem assinou.
Exercícios
- EX055 — Cautela com o MD5. Por que registrar o SHA-256 ao lado do MD5? Rubrica: 3 = colisões de MD5 conhecidas; SHA-256 mais forte; 2 = parcial; 1 = hábito; 0 = nada.
- EX056 — Assinatura com falha. Como foi resolvida a falha do caso 41? Rubrica: 3 = restaurar o original assinado; correção como adendo assinado; 2 = parcial; 1 = assinar de novo a versão editada; 0 = nada.
- EX057 — Atribuição de logon. O que um logon bem-sucedido mostra? Rubrica: 3 = credenciais usadas, não quem; 2 = parcial; 1 = identifica a pessoa; 0 = nada.
Síntese
Hashes e assinaturas protegem os registros forenses; os dados de criptografia e de identidade exigem interpretação cuidadosa e lícita.
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