Capítulo 2 — Arquitetura e engenharia de segurança: prática atual
Mapa da aula
Aula 02 publicada. Mapa, exemplo, EX006.
flowchart TD
N0["2.1 O que os profissionais fazem"]
N1["2.2 Comparar com as orientações"]
N2["2.3 As lacunas da Corvane"]
N3["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3
N3 --> EX["Exemplo resolvido"]
EX --> Q["Exercício EX006"]
Desenho lógico
flowchart LR
N0["2.1 O que os profissionais fazem"]
N1["2.2 Comparar com as orientações"]
N2["2.3 As lacunas da Corvane"]
N3["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> Q["EX006"]
[2.1 O que os profissionais fazem]
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[2.2 Comparar com as orientações]
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[2.3 As lacunas da Corvane]
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[Síntese]
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[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX006]
Objetivos de aprendizagem
Você vai (1) levantar a prática atual de arquitetura na área da saúde; (2) compará-la com as orientações publicadas; (3) identificar lacunas na prática da Corvane.
2.1 O que os profissionais fazem
Priya entrevista arquitetos de três organizações de saúde pares, todas anonimizadas para o curso. Eles compartilham padrões: acesso da equipe centrado em identidade, segmentação de rede que separa os dispositivos clínicos, acesso remoto de fornecedores por sessões intermediadas (brokered) e comitês de revisão de arquitetura para novos sistemas. Nenhum usa por inteiro métodos formais como o SABSA; todos aproveitam partes, como os perfis de atributos de negócio. Ela observa que a prática é moldada por equipes pequenas, por dispositivos médicos legados que não podem receber patches e por reguladores que esperam decisões de risco documentadas, e não projetos específicos.
2.2 Comparar com as orientações
Priya mapeia a prática observada contra o NIST SP 800-160 Vol. 1 Rev. 1, que descreve a engenharia de segurança de sistemas ao longo do ciclo de vida, e contra a ISO/IEC 27001:2022 (no Brasil, ABNT NBR ISO/IEC 27001:2022), que exige um sistema de gestão da segurança da informação. A prática se alinha bem em controle de acesso e gestão de fornecedores, mas é fraca em verificação: a maioria das organizações revisa os projetos antes da construção, mas raramente testa se os sistemas entregues correspondem a esses projetos. As orientações esperam a verificação como uma atividade do ciclo de vida. A lacuna importa porque a deriva não detectada entre o projeto e a realidade é onde muitos incidentes começam.
2.3 As lacunas da Corvane
Aplicando a comparação à Corvane, Priya encontra a mesma fraqueza de verificação e mais duas. Em nove clínicas, os dispositivos clínicos compartilham a rede com notebooks administrativos, e as revisões de arquitetura não têm registro de quais riscos foram aceitos. Ela as ordena por consequência: primeiro a segmentação dos dispositivos, porque uma infecção num notebook poderia alcançar as estações de gerenciamento das bombas de infusão; depois a verificação; depois os registros de riscos aceitos. Ela apresenta a ordenação com as fontes, para que o diretor de tecnologia da informação veja que as lacunas são medidas contra orientações reconhecidas, e não apenas contra a opinião dela.
Exemplo resolvido
Priya compara a prática anonimizada dos pares com o SP 800-160v1r1 e a ISO/IEC 27001 (no Brasil, ABNT NBR ISO/IEC 27001), encontra uma lacuna comum de verificação e ordena três lacunas na Corvane.
Caso sintético. As entrevistas e os detalhes da Corvane são sintéticos; o SP 800-160 Vol. 1 Rev. 1 e a ISO/IEC 27001:2022 (no Brasil, ABNT NBR ISO/IEC 27001:2022) são reais.
Erros e limites
Três entrevistas não representam um setor. O alinhamento às orientações não é prova de segurança.
Exercícios
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EX006 — Padrão comum. Cite dois padrões que as três organizações pares compartilham. Rubrica: 3 = acesso centrado em identidade, segmentação de dispositivos, acesso intermediado de fornecedores, comitês de revisão;; 2 = um;; 1 = vago;; 0 = nenhuma.
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EX007 — Uso do SABSA. Como os pares usam o SABSA? Rubrica: 3 = aproveitam partes, como os perfis de atributos, e não o método completo;; 2 = partes;; 1 = método completo;; 0 = nenhuma.
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EX008 — Lacuna de verificação. Que lacuna de verificação Priya encontrou na prática? Rubrica: 3 = os sistemas entregues raramente são testados contra seus projetos;; 2 = testes;; 1 = revisões de projeto;; 0 = nenhuma.
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EX009 — Primeira prioridade. Por que ordenar a segmentação dos dispositivos em primeiro lugar na Corvane? Rubrica: 3 = uma infecção num notebook poderia alcançar as estações de gerenciamento das bombas de infusão;; 2 = segurança do paciente;; 1 = custo;; 0 = nenhuma.
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EX010 — Por que citar fontes. Por que Priya apresentou as lacunas com fontes? Rubrica: 3 = para que sejam vistas como medidas contra orientações, e não como opinião;; 2 = credibilidade;; 1 = vago;; 0 = nenhuma.
Síntese
Comparar a prática real com as orientações revela lacunas específicas e ordenáveis, sobretudo na verificação.
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