Mapa da aula
Aula 26 publicada. Mapa, exemplo, EX051.
flowchart TD
N0["26.1 Pura versus híbrida"]
N1["26.2 Certificados"]
N2["26.3 Mitigações provisórias"]
N3["26.4 Tabela de decisão"]
N4["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4
N4 --> EX["Exemplo resolvido"]
EX --> Q["Exercício EX051"]
Desenho lógico
flowchart LR
N0["26.1 Pura versus híbrida"]
N1["26.2 Certificados"]
N2["26.3 Mitigações provisórias"]
N3["26.4 Tabela de decisão"]
N4["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> Q["EX051"]
[26.1 Pura versus híbrida]
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[26.2 Certificados]
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[26.3 Mitigações provisórias]
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[26.4 Tabela de decisão]
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[Síntese]
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[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX051]
Objetivos de aprendizagem
Você vai (1) comparar PQC pura, híbrido PQ/T e mitigações provisórias; (2) avaliar certificados compostos versus paralelos; (3) considerar alternativas de chave simétrica, como chaves pré-compartilhadas; e (4) escolher a arquitetura por contexto. O capítulo parte dos Capítulos 18 e 25.
26.1 Pura versus híbrida
A PQC pura usa apenas algoritmos pós-quânticos: mais simples e menor que o híbrido, mas aposta tudo em pressupostos mais novos. O híbrido PQ/T combina os dois (RFC 9794): é seguro se qualquer um deles resistir, ao custo extra de bytes e complexidade. Durante a transição, muitos protocolos e documentos de orientação preferem híbridos para a troca de chaves; algumas orientações governamentais, como o CNSA 2.0, aceitam PQC pura com os conjuntos de parâmetros da categoria 5. A escolha depende do apetite de risco frente a uma surpresa criptoanalítica versus a complexidade.
A BPA escolhe híbridos para a troca de chaves externa.
26.2 Certificados
Opções para a autenticação pós-quântica: (a) certificados de PQC pura (chaves e assinaturas ML-DSA); (b) certificados compostos, em que um certificado carrega uma chave tradicional e uma pós-quântica e as duas assinaturas precisam ser verificadas; (c) cadeias paralelas — dois certificados, um por algoritmo, com a negociação escolhendo; (d) migração adiada, com certificados clássicos de vida curta, aceitável onde ataques quânticos ativos ainda não são viáveis. Cada uma troca compatibilidade, tamanho e complexidade.
Para a BPA, a opção (d) é aceitável por enquanto para os certificados web públicos, porque eles duram cerca de um ano e um ataque quântico ativo precisa de um CRQC no momento da conexão.
26.3 Mitigações provisórias
Onde a PQC ainda não está disponível — em equipamentos de VPN antigos, por exemplo —, misturar uma chave simétrica pré-compartilhada na derivação de chaves pode proteger o tráfego gravado, já que as PSKs não são vulneráveis a Shor. O RFC 8784 define um mecanismo desse tipo para o IKEv2. As PSKs trazem os ônus da distribuição e da rotação de chaves, então são uma ponte, não um destino.
Para os dois parceiros de maior valor da BPA, a PSK é trocada por um canal fora de banda e rotacionada a cada três meses, com responsável e expiração registrados por parceiro. O tráfego gravado do túnel fica então protegido mesmo enquanto o equipamento oferece apenas troca de chaves clássica.
26.4 Tabela de decisão
Tabela da aula; deslize para ver todas as colunas →
| Contexto | Troca de chaves | Autenticação |
|---|---|---|
| Portal web público | Híbrido X25519MLKEM768 | Clássica agora, ML-DSA quando os clientes suportarem |
| VPN de parceiro, equipamento antigo | IKEv2 + mistura de PSK (provisório) | Clássica, de vida curta |
| VPN de parceiro, moderna | IKEv2 com troca adicional ML-KEM (RFC 9370) | Conforme a capacidade do parceiro |
| Firmware dos guindastes | — | LMS/XMSS ou ML-DSA |
| Parceiro de segurança nacional | ML-KEM-1024 conforme o CNSA 2.0 | ML-DSA-87 |
A tabela torna explícita a variação: a mesma organização usa cinco combinações diferentes conforme o contexto. Cada linha remonta a uma decisão anterior, por exemplo a linha do firmware dos guindastes à restrição de 32 KB e a linha do equipamento antigo ao estudo de compromisso que escolheu a mistura de PSK como solução provisória. Quando um parceiro se atualiza, a sua linha muda e a tabela mostra o novo alvo. As linhas têm datas de revisão, para que as escolhas provisórias não se tornem permanentes.
26.5 Exemplo resolvido
A BPA debate certificados compostos para a sua PKI interna. Prós: uma só cadeia, os dois algoritmos verificados. Contras: suporte limitado nas bibliotecas, certificados maiores, política complexa. Decisão: cadeias paralelas internamente, onde os clientes podem ser atualizados, e adiar a migração dos certificados públicos até que exista suporte no ecossistema dos navegadores; revisão anual.
As cadeias paralelas internas permitem à BPA testar certificados ML-DSA com clientes que ela controla, sem esperar por um suporte mais amplo. A revisão anual verifica as versões dos navegadores e das bibliotecas; quando o ecossistema suportar certificados ML-DSA, o portal público migra, aproveitando a experiência da implantação interna.
26.6 Erros comuns e limites
- Uma só arquitetura para todos os contextos.
- PSKs sem planos de rotação.
- Supor que os certificados compostos têm suporte universal.
Uma arquitetura única falha porque os contextos diferem: um controlador de guindaste com 32 KB de flash e um portal público com milhões de navegadores não podem usar o mesmo projeto. PSKs sem rotação acabam vazando ou expirando sem que ninguém perceba, deixando os túneis desprotegidos; cada uma precisa de um responsável e de uma data de rotação trimestral. Os certificados compostos ainda têm suporte limitado nas bibliotecas, então as cadeias paralelas costumam ser a escolha prática por enquanto, como mostrou a decisão da PKI interna da BPA.
Exercícios
- EX051 — Argumento pelo híbrido. Defenda em 150 palavras a troca de chaves híbrida no portal da BPA, citando as quebras de esquemas. Rubrica: 3 = raciocínio de "basta um resistir" e custo reconhecido.
- EX052 — Ponte com PSK. Projete uma abordagem provisória com PSK para uma VPN antiga, incluindo a rotação. Rubrica: 3 = distribuição, rotação, data de desativação.
Síntese
As alternativas de arquitetura diferem conforme o contexto: os híbridos protegem contra surpresas, a PQC pura simplifica, as PSKs fazem a ponte e as estratégias de certificados trocam compatibilidade por garantia.