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Engenharia · Capítulo 23 · Português

Capítulo 23 — Segurança quântica e pós-quântica: análise de ameaças e de falhas

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Capítulo 23 — Segurança quântica e pós-quântica: análise de ameaças e de falhas

Mapa da aula

Aula 23 publicada. Mapa, exemplo, EX045.

flowchart TD
  N0["23.1 Ameaças da era quântica"]
  N1["23.2 Modos de falha da migração"]
  N2["23.3 Pontuação de risco"]
  N3["Nota de engenharia"]
  N4["Síntese"]
  N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4
  N4 --> EX["Exemplo resolvido"]
  EX --> Q["Exercício EX045"]

Desenho lógico

flowchart LR
  N0["23.1 Ameaças da era quântica"]
  N1["23.2 Modos de falha da migração"]
  N2["23.3 Pontuação de risco"]
  N3["Nota de engenharia"]
  N4["Síntese"]
  N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> Q["EX045"]
[23.1 Ameaças da era quântica]
    |
    v
[23.2 Modos de falha da migração]
    |
    v
[23.3 Pontuação de risco]
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    v
[Nota de engenharia]
    |
    v
[Síntese]
    |
    v
[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX045]

Objetivos de aprendizagem

Você vai (1) modelar as ameaças da era quântica com uma análise no estilo STRIDE; (2) analisar os modos de falha introduzidos pela própria migração; (3) incluir ataques de rebaixamento e de implementação; e (4) priorizar com uma pontuação de risco. O capítulo parte dos Capítulos 15 e 22.

23.1 Ameaças da era quântica

23.2 Modos de falha da migração

A análise de modos de falha e efeitos (FMEA) se aplica: handshakes grandes demais descartados por middleboxes; clientes que não conseguem interpretar os novos certificados; HSMs que não conseguem guardar as novas chaves; chaves de assinatura com estado reutilizadas após a restauração de um backup; falhas de interoperabilidade entre implementações de rascunho e finais; certificados de transição expirados. Cada um tem causa, efeito, método de detecção e mitigação.

Vários deles já apareceram no caso da BPA: o proxy que reiniciava ClientHellos divididos, a falha de importação de chaves entre HSMs e o risco de reutilização do estado do LMS após uma restauração. Listá-los numa única tabela obriga a definir um método de detecção para cada um, que costuma ser a parte que falta.

23.3 Pontuação de risco

Pontue probabilidade e impacto; para as ameaças de coleta, o impacto cresce com o tempo de vida e o volume dos dados. Evite a falsa precisão: três ou cinco níveis com definições claras bastam.

A BPA usa três níveis com definições escritas: impacto alto significa dados com tempo de vida acima de dez anos ou uma função de segurança operacional; médio significa dados comerciais abaixo de dez anos; baixo significa dados operacionais de vida curta. Dois avaliadores que pontuam o mesmo item devem chegar ao mesmo nível e, quando não chegam, as definições são apertadas, em vez de se tirar a média. Uma nota como três vírgula sete numa escala de cinco pontos sugere uma precisão que os insumos não sustentam.

23.4 Exemplo resolvido

FMEA da assinatura do firmware dos guindastes da BPA com LMS: falha "contador de estado reiniciado após a restauração do HSM" → efeito "reutilização de chave de uso único permitindo falsificação" → detecção "auditoria do contador monotônico contra o log" → mitigação "HSM com reserva de estado, procedimentos de restauração que proíbem o retrocesso, chave separada por local de assinatura". Severidade alta, probabilidade média → ação prioritária.

A etapa de detecção funciona porque cada assinatura carrega o seu índice: comparar o maior índice visto no firmware publicado com o contador do HSM mostra de imediato um retrocesso. Chaves separadas por local limitam o dano de um erro às assinaturas de um único local.

23.5 Erros comuns e limites

A maioria dos incidentes nas primeiras migrações vem de modos de falha como o reinício do proxy, não da criptoanálise, então uma análise limitada a ataques deixa escapar os problemas prováveis. Os híbridos protegem contra a quebra de um componente, mas um fallback mal configurado ainda pode remover inteiramente a parte pós-quântica, por isso os caminhos de rebaixamento são analisados por aplicação. As pontuações de risco ordenam itens; não são medições e não devem ser somadas.

Nota de engenharia

Por fim, ordene as ameaças pelo momento em que podem se concretizar. O "colete agora, decifre depois" está acontecendo hoje para qualquer tráfego gravado, embora a decifração precise de uma máquina futura; a falsificação ativa exige que a máquina exista no momento do ataque. Essa divisão temporal explica por que a mesma organização pode, racionalmente, migrar a troca de chaves neste ano e agendar a migração das assinaturas para depois, e dá aos tomadores de decisão uma razão clara para a ordem do trabalho, em vez de uma lista indiferenciada de riscos quânticos.

Exercícios

Síntese

A análise de ameaças na era quântica inclui gravação, falsificação futura, rebaixamento, ataques de implementação e surpresa criptoanalítica; a própria migração tem modos de falha que a FMEA torna visíveis.

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