Capítulo 31 — Criptografia e serviços de confiança: implementação II
Mapa da aula
Aula 31 publicada. Mapa, exemplo, EX091.
flowchart TD
N0["31.1 TLS mútuo para os concentradores"]
N1["31.2 Automatizar os certificados"]
N2["31.3 Armadilhas de configuração"]
N3["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3
N3 --> EX["Exemplo resolvido"]
EX --> Q["Exercício EX091"]
Desenho lógico
flowchart LR
N0["31.1 TLS mútuo para os concentradores"]
N1["31.2 Automatizar os certificados"]
N2["31.3 Armadilhas de configuração"]
N3["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> Q["EX091"]
[31.1 TLS mútuo para os concentradores]
|
v
[31.2 Automatizar os certificados]
|
v
[31.3 Armadilhas de configuração]
|
v
[Síntese]
|
v
[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX091]
Objetivos de aprendizagem
Você vai (1) implantar o TLS 1.3 com autenticação mútua para os concentradores; (2) automatizar a emissão e a renovação de certificados; (3) evitar erros comuns de configuração do TLS.
31.1 TLS mútuo para os concentradores
Os concentradores se conectam ao gateway da Ridgeway usando o TLS 1.3 da RFC 8446 com autenticação mútua: o gateway apresenta seu certificado, e cada concentrador apresenta um certificado de cliente emitido pela autoridade de dispositivos da Ridgeway. O gateway confere que o certificado se encadeia até a autoridade de dispositivos, não expirou e não foi revogado e associa seu titular a um registro de concentrador. Aiyana configura o gateway para aceitar apenas o TLS 1.3, removendo as versões mais antigas e suas suítes de cifras legadas, o que simplifica a configuração e elimina classes inteiras de problemas de rebaixamento (downgrade).
31.2 Automatizar os certificados
Os certificados dos concentradores duram noventa dias e são renovados automaticamente por um serviço ACME interno, usando o protocolo da RFC 8555. Cada concentrador gera seu par de chaves localmente, de modo que a chave privada nunca sai do dispositivo, e solicita um certificado provando o controle da sua identidade. A renovação começa quando resta um terço da validade. Renovações que falham geram alertas, seguindo a lição de que a automação pode falhar silenciosamente. Aiyana testa a renovação adiantando o relógio de um concentrador de teste e confirmando que ele renova e que o gateway aceita o novo certificado.
31.3 Armadilhas de configuração
Aiyana lista os erros de TLS que ela verifica: desativar a verificação de certificados nos clientes para contornar um erro; confiar nas raízes públicas do sistema operacional para os certificados de dispositivos, em vez de apenas na autoridade da Ridgeway; pular as verificações de nome de host ou de identidade; e usar uma mesma chave de certificado em muitos concentradores. Ela escreve testes automatizados de configuração que se conectam com um certificado expirado, um certificado de outra autoridade e um certificado revogado e confirma que cada um é rejeitado. Esses testes rodam sempre que a configuração do gateway muda. Um teste que falha bloqueia a implantação até que alguém corrija a causa.
Exemplo resolvido
Aiyana implanta a autenticação mútua somente com TLS 1.3, com certificados ACME de noventa dias gerados no dispositivo, e acrescenta testes de configuração para certificados expirados, de outras autoridades e revogados.
Caso sintético. A autoridade de dispositivos é inventada; a RFC 8446 e a RFC 8555 são reais.
Erros e limites
O TLS mútuo aumenta o trabalho de gerenciamento de certificados; a automação precisa ser monitorada. Confiar em raízes públicas para uma identidade privada de dispositivos permite que pessoas de fora se autentiquem.
Exercícios
-
EX091 — Autenticação mútua. O que o TLS mútuo acrescenta para os concentradores? Rubrica: 3 = os concentradores apresentam certificados de cliente da autoridade de dispositivos da Ridgeway, verificados pelo gateway;; 2 = certificado de cliente;; 1 = cifração;; 0 = nenhuma.
-
EX092 — Local da geração das chaves. Onde são geradas as chaves privadas dos concentradores, e por quê? Rubrica: 3 = no concentrador, para que as chaves nunca saiam do dispositivo;; 2 = localmente;; 1 = centralmente;; 0 = nenhuma.
-
EX093 — Armadilha das raízes. Por que não confiar em raízes públicas para os certificados de dispositivos? Rubrica: 3 = qualquer pessoa com um certificado público poderia se autenticar como dispositivo; confiar apenas na autoridade da Ridgeway;; 2 = pessoas de fora;; 1 = tudo bem;; 0 = nenhuma.
Síntese
O TLS mútuo com certificados automatizados e gerados nos dispositivos e com configurações testadas protege os enlaces dos coletores sem trabalho manual.
Continue estudando — aula 31 (capítulo 31 de 50)
← Capítulo 30 · Índice das aulas · Capítulo 32 →
Continue para a próxima aula já escrita.