Capítulo 18 — Arquitetura de segurança
Mapa da aula
Aula 18 publicada. Mapa, exemplo, EX052.
flowchart TD
N0["18.1 Âncoras de confiança"]
N1["18.2 Defesa em profundidade para as chaves"]
N2["18.3 Centralizado ou distribuído"]
N3["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3
N3 --> EX["Exemplo resolvido"]
EX --> Q["Exercício EX052"]
Desenho lógico
flowchart LR
N0["18.1 Âncoras de confiança"]
N1["18.2 Defesa em profundidade para as chaves"]
N2["18.3 Centralizado ou distribuído"]
N3["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> Q["EX052"]
[18.1 Âncoras de confiança]
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v
[18.2 Defesa em profundidade para as chaves]
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v
[18.3 Centralizado ou distribuído]
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v
[Síntese]
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v
[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX052]
Objetivos de aprendizagem
Você vai (1) posicionar âncoras de confiança criptográficas numa arquitetura; (2) projetar defesa em profundidade para as chaves; (3) comparar serviços de chaves centralizados e distribuídos.
18.1 Âncoras de confiança
Toda arquitetura criptográfica se apoia em âncoras de confiança, chaves cuja autenticidade é pressuposta, e não provada, como um certificado raiz ou uma chave pública de assinatura de firmware embutida nos medidores. Aiyana identifica as âncoras da Ridgeway: a chave raiz do firmware, a raiz TLS dos concentradores e a chave mestra no serviço de chaves. O comprometimento de uma âncora é catastrófico, então as âncoras são poucas, mantidas offline sempre que possível e protegidas por procedimentos que exigem várias pessoas. Seu diagrama de arquitetura marca as âncoras em vermelho, para que os revisores vejam imediatamente onde é necessária a maior proteção.
18.2 Defesa em profundidade para as chaves
Aiyana organiza a proteção em camadas: a chave raiz do firmware fica num módulo de segurança de hardware offline, usado apenas em cerimônias de assinatura; chaves de assinatura intermediárias assinam as versões do dia a dia e podem ser revogadas; os medidores só aceitam firmware quando a cadeia é verificada e o número de versão aumenta, o que impede a volta (rollback) a versões antigas e vulneráveis. Cada camada limita o dano causado pela falha de outra. Se uma chave intermediária vazar, a raiz pode revogá-la; se uma versão antiga assinada for reenviada, a verificação de versão a rejeita.
18.3 Centralizado ou distribuído
Um único serviço central de chaves simplifica a auditoria e a rotação, mas se torna um alvo de alto valor e um ponto único de falha. Distribuir as chaves entre serviços regionais melhora a disponibilidade, mas multiplica os lugares a proteger. Aiyana propõe um serviço central com um standby ativo (hot standby) num segundo data center e caches regionais que guardam apenas chaves derivadas de vida curta. Ela avalia o projeto em relação ao modelo de ameaça do Capítulo 15 e registra que um insider num site regional só consegue afetar as chaves de vida curta daquela região. Ela anota que o site de standby duplica os controles físicos a auditar.
Exemplo resolvido
A arquitetura de Aiyana marca três âncoras de confiança, coloca a raiz do firmware offline, com intermediárias para as versões e proteção contra rollback, e escolhe um serviço central de chaves com standby e caches regionais de vida curta.
Caso sintético. A arquitetura é inventada.
Erros e limites
Raízes offline são tão seguras quanto os procedimentos das cerimônias. A proteção contra rollback falha se os contadores de versão puderem ser reiniciados.
Exercícios
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EX052 — Âncora de confiança definida. O que é uma âncora de confiança? Rubrica: 3 = uma chave cuja autenticidade é pressuposta, como um certificado raiz ou uma chave de assinatura de firmware embutida;; 2 = chave raiz;; 1 = qualquer chave;; 0 = nenhuma.
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EX053 — Proteção contra rollback. Como o projeto impede o rollback do firmware? Rubrica: 3 = os medidores exigem que o número de versão aumente, além de uma cadeia válida;; 2 = verificação de versão;; 1 = só a assinatura;; 0 = nenhuma.
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EX054 — Insider regional. O que um insider num site regional consegue afetar no projeto escolhido? Rubrica: 3 = apenas as chaves derivadas de vida curta daquela região;; 2 = limitado;; 1 = tudo;; 0 = nenhuma.
Síntese
As arquiteturas devem nomear suas âncoras de confiança, proteger as chaves em camadas e equilibrar o controle central com a disponibilidade, com exposição regional limitada.
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