Capítulo 5 — Proposta e piloto
Mapa da aula
Aula 05 publicada. Mapa, exemplo, EX026.
flowchart TD
N0["5.1 Estrutura da proposta"]
N1["5.2 Hipóteses"]
N2["5.3 Critérios e execução do piloto"]
N3["Síntese do capítulo"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3
N3 --> EX["Exemplo resolvido"]
EX --> Q["Exercício EX026"]
Desenho lógico
flowchart LR
N0["5.1 Estrutura da proposta"]
N1["5.2 Hipóteses"]
N2["5.3 Critérios e execução do piloto"]
N3["Síntese do capítulo"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> Q["EX026"]
[5.1 Estrutura da proposta]
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[5.2 Hipóteses]
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[5.3 Critérios e execução do piloto]
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[Síntese do capítulo]
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[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX026]
Objetivos de aprendizagem e conexão
Você vai (1) escrever uma proposta de dissertação com objetivos, hipóteses e plano de análise; (2) fixar critérios de sucesso para o piloto; (3) executar com segurança um pequeno piloto em bancada; e (4) revisar o protocolo com base no piloto. O capítulo transforma os rivais do Capítulo 4 num plano e prepara a coleta de dados do Capítulo 6.
5.1 Estrutura da proposta
Uma proposta de mestrado cabe em oito a doze páginas: contexto e lacuna (Capítulos 1–2); objetivos; hipóteses; desenho e dados (Capítulo 3); rivais e como cada um é tratado (Capítulo 4); plano de análise; ética e gestão de dados; cronograma e riscos. Os objetivos do Fragment Study: (A1) estimar, por caminho, a mudança na taxa de falhas atribuível à oferta do X25519MLKEM768; (A2) determinar em bancada se as falhas do proxy legado dependem do tamanho do ClientHello, do codepoint ou de ambos; (A3) recomendar uma correção que preserve a proteção quântica.
5.2 Hipóteses
- H1 — No caminho do proxy legado, as falhas por 10.000 séries sobem pelo menos 10 quando o grupo híbrido é oferecido, em relação à coorte de controle concorrente; no caminho direto, o aumento fica abaixo de 2.
- H2 — Na bancada, as falhas do proxy ocorrem quando, e somente quando, o ClientHello ocupa mais de um segmento TCP, independentemente do codepoint.
- H3 — Após a atualização de firmware do proxy ou um desvio (bypass) da inspeção do TLS 1.3, o excesso no caminho do proxy desaparece (diferença abaixo de 2 por 10.000).
A H2 é o teste decisivo do mecanismo; se as falhas também ocorrerem com um hello de um segmento carregando o codepoint, a H2 é rejeitada em favor do rival 3.
5.3 Critérios e execução do piloto
Um piloto de duas semanas com 2.000 séries sintéticas por coorte, mais uma cópia de bancada do proxy (uma instância isolada de laboratório, nunca o dispositivo de produção), testa se o pipeline funciona. Critérios: minimização verificada em 100 registros por uma segunda pessoa; construção das séries igual à reconstrução manual em 50 casos; a bancada consegue produzir hellos de um e de dois segmentos com o mesmo codepoint ajustando o preenchimento; os codificadores atingem κ ≥ 0,75 em 40 logs de falha. O piloto sintético cumpre todos os critérios, exceto o das séries: 6 de 50 casos divergiram porque novas tentativas para um endereço IP diferente do mesmo host foram tratadas como séries novas. A regra é emendada para definir a série pelo nome do host em vez do endereço.
5.4 Exemplo resolvido: revisão após o piloto
O memorando de revisão declara o problema (séries divididas por endereço), o seu efeito (denominadores inflados em cerca de 4% no caminho do proxy), a emenda (séries por nome do host com janela de 10 segundos) e uma nova verificação (50 casos novos, 50/50 de concordância). Ele também registra uma decisão de não mudar: os codificadores pediram para acrescentar um rótulo de "certificate pinning", mas havia apenas dois casos assim, então eles continuam em "cert", com uma nota. Pilotos devem produzir mudanças pequenas e documentadas, não um novo estudo.
Anexe o memorando ao protocolo como uma emenda datada.
5.5 Erros comuns e limites
- Hipóteses sem limiar, de modo que qualquer aumento as "apoia".
- Executar experimentos de tamanho ou de codepoint no proxy de produção.
- Tratar o piloto como resultados preliminares a relatar como achados.
- Emendar o protocolo em silêncio.
Cada erro tem uma salvaguarda na proposta do Fragment Study. A H1 e a H3 têm limiares numéricos por 10.000 séries. Todos os experimentos de tamanho e de codepoint usam a instância isolada da bancada. Os dados do piloto aparecem apenas no capítulo de métodos, como verificações do pipeline. Toda emenda, como a regra de séries por nome do host, é registrada com data e motivo.
Exercícios — capítulo 5
- EX026 — De objetivos a hipóteses. Escreva uma hipótese por objetivo, com limiar. Rubrica: 3 = cada uma falseável.
- EX027 — Teste decisivo. Explique por que a H2 é o teste decisivo do mecanismo e que resultado a rejeita. Rubrica: 3 = liga ao rival 3.
- EX028 — Critérios do piloto. Acrescente dois critérios de piloto seus. Rubrica: 3 = mensuráveis, ligados a um risco.
- EX029 — Memorando de revisão. Escreva o memorando para um piloto em que κ foi 0,66. Rubrica: 3 = causa, emenda, novo teste.
- EX030 — Registro de riscos. Liste cinco riscos do projeto com probabilidade, impacto e mitigação. Rubrica: 3 = inclui acesso aos dados e atraso do comitê de ética.
- EX031 — Cronograma. Esboce uma lista em estilo Gantt de 24 meses para a dissertação. Rubrica: 3 = realista, inclui a validação com os dados de Fenwick.
Síntese do capítulo
Uma proposta transforma os rivais em hipóteses falseáveis com um teste decisivo do mecanismo; um piloto verifica o pipeline contra critérios declarados e produz emendas mínimas e documentadas.
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