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Mestrado · Capítulo 2 · Português
Código do curso: OCA-182Capítulo 02: OCA-182-C002

Capítulo 2 — Segurança quântica e pós-quântica: seminário avançado

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Mapa da aula

Aula 02 publicada. Mapa, exemplo, EX008.

flowchart TD
  N0["2.1 Colete agora, decifre depois"]
  N1["2.2 O ML-KEM em uma página"]
  N2["2.3 Combinadores híbridos"]
  N3["2.4 Famílias comparadas"]
  N4["Síntese do capítulo"]
  N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4
  N4 --> EX["Exemplo resolvido"]
  EX --> Q["Exercício EX008"]

Desenho lógico

flowchart LR
  N0["2.1 Colete agora, decifre depois"]
  N1["2.2 O ML-KEM em uma página"]
  N2["2.3 Combinadores híbridos"]
  N3["2.4 Famílias comparadas"]
  N4["Síntese do capítulo"]
  N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> Q["EX008"]
[2.1 Colete agora, decifre depois]
    |
    v
[2.2 O ML-KEM em uma página]
    |
    v
[2.3 Combinadores híbridos]
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    v
[2.4 Famílias comparadas]
    |
    v
[Síntese do capítulo]
    |
    v
[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX008]

Objetivos de aprendizagem e conexão

Você vai (1) explicar por que o estabelecimento de chaves é migrado antes das assinaturas; (2) descrever a estrutura do ML-KEM e de um combinador híbrido PQ/T no nível necessário para raciocinar sobre a implantação; (3) comparar as famílias pós-quânticas por tamanho e pressuposto; e (4) criticar um artigo de seminário. O capítulo aprofunda o contexto do Capítulo 1 e fundamenta o desenho do estudo do Capítulo 3.

2.1 Colete agora, decifre depois

Um adversário que grava tráfego cifrado hoje pode decifrá-lo mais tarde se a troca de chaves cair diante de um futuro computador quântico criptograficamente relevante executando o algoritmo de Shor (Shor 1997). Com as assinaturas é diferente: forjar uma assinatura depois não ajuda o atacante contra uma sessão que já terminou. Essa assimetria explica por que navegadores e CDNs implantaram primeiro a troca de chaves híbrida e por que o Fragment Study trata de compartilhamentos de chave, e não de certificados. A migração das assinaturas importa para âncoras de confiança e firmware de vida longa, e traz seus próprios problemas de tamanho — as assinaturas ML-DSA-65 têm 3.309 bytes (FIPS 204) —, mas é uma onda posterior.

2.2 O ML-KEM em uma página

O ML-KEM é um mecanismo de encapsulamento de chaves construído sobre o problema module learning-with-errors, uma variante estruturada do LWE (Regev 2009). Informalmente, a chave pública esconde um vetor secreto atrás de um produto de matriz somado a um ruído pequeno; o encapsulamento produz um texto cifrado do qual só quem detém a chave secreta consegue recuperar uma chave compartilhada de 32 bytes, e uma transformação no estilo Fujisaki–Okamoto dá segurança contra ataques de texto cifrado escolhido. O ML-KEM-512, o -768 e o -1024 visam as categorias de segurança 1, 3 e 5 do NIST. Para a pesquisa de implantação, os fatos essenciais são os tamanhos (chave de encapsulamento de 800/1.184/1.568 bytes; texto cifrado de 768/1.088/1.568 bytes), a velocidade (rápido — muitas vezes mais rápido que o X25519 em código otimizado) e o fato de que a falha de desencapsulamento é possível, mas desprezível nos parâmetros padronizados. A SP 800-227 traz as recomendações do NIST para o uso de KEMs.

2.3 Combinadores híbridos

Um híbrido PQ/T (RFC 9794) executa uma troca de chaves pós-quântica e uma tradicional e deriva a chave de sessão de ambas, de modo que o atacante precisa quebrar as duas. No X25519MLKEM768, os dois segredos compartilhados são concatenados — primeiro o ML-KEM, depois o X25519 — e entram no escalonamento de chaves do TLS 1.3 (RFC 10024). O híbrido cobre dois riscos ao mesmo tempo: um futuro computador quântico (coberto pelo ML-KEM) e uma fraqueza inesperada no pressuposto de reticulados, mais novo (coberta pelo X25519). As quebras do Rainbow (Beullens 2022) e do SIKE (Castryck e Decru 2022) são o motivo de a segunda proteção ser levada a sério.

2.4 Famílias comparadas

Tabela da aula; deslize para ver todas as colunas →

Família Exemplo Pressuposto Chave pública / texto cifrado ou assinatura Nota de implantação
KEM de reticulados ML-KEM-768 Module-LWE 1.184 / 1.088 B Padrão para híbridos no TLS
KEM de códigos HQC (selecionado em 2025, IR 8545) Códigos quase-cíclicos Vários kB Reserva com pressuposto diferente
KEM de códigos Classic McEliece Códigos de Goppa Chaves públicas de centenas de kB Chaves estáticas de longo prazo, não handshakes
Assinatura de reticulados ML-DSA-65 Module-LWE/SIS Chave de 1.952 B / assinatura de 3.309 B Certificados, assinatura de código
Assinatura baseada em hash SLH-DSA (FIPS 205) Funções de hash Chaves pequenas / assinaturas de 7,8–49,9 kB Conservadora; grande

2.5 Exemplo resolvido: crítica de seminário

O artigo do seminário (estudo sintético "P-7") relata que "a troca de chaves híbrida aumenta a falha de handshake em 240%". Crítica: a taxa de base não é informada (240% de quê?); a comparação é feita entre duas semanas diferentes, com uma atualização do navegador entre elas; as falhas são contadas por tentativa, mas as novas tentativas inflam o número de tentativas; e não há estratificação por caminho. A versão defensável relataria taxas absolutas com intervalos, um controle concorrente e resultados por caminho — que é o desenho do Fragment Study.

Escreva a crítica em quatro parágrafos curtos, um por falha, cada um terminando com a mudança de desenho que a corrigiria. Isso transforma uma lista de reclamações num método e torna visível a ligação com o Fragment Study: taxas de base por 10.000 séries, uma coorte de controle concorrente, séries em vez de tentativas e resultados por caminho de saída.

2.6 Erros comuns e limites

Cada erro tem uma correção concreta nesta dissertação. A troca de chaves híbrida protege apenas o estabelecimento de chaves, e os certificados migram depois. As taxas são relatadas por 10.000 séries, com intervalos de Wilson. O custo do ML-KEM no Fragment Study é o tamanho do compartilhamento de chave, que empurra o ClientHello para além do limite de um segmento. A situação das normas é datada e deve ser verificada de novo antes da entrega.

Exercícios — capítulo 2

Síntese do capítulo

O estabelecimento de chaves migra primeiro porque o tráfego gravado pode ser decifrado mais tarde. O ML-KEM é rápido, mas grande; os híbridos cobrem tanto surpresas quânticas quanto clássicas; e as alegações de implantação precisam de taxas de base, controles concorrentes e estratificação.

Respostas comentadas

EX008. As trocas de chaves gravadas podem ser decifradas quando existir um CRQC, então a confidencialidade do tráfego de hoje depende da troca de chaves de hoje; assinaturas forjadas depois não alteram sessões passadas. As assinaturas são urgentes para raízes de confiança de vida longa e para firmware que precisa ser verificável por décadas.

EX009. ML-KEM-512 (categoria 1; chave de 800 B, texto cifrado de 768 B), -768 (categoria 3; 1.184 / 1.088), -1024 (categoria 5; 1.568 / 1.568). Segredo compartilhado de 32 B.

EX010. Os dois segredos entram no escalonamento de chaves do TLS; recuperar a chave de sessão exige as duas entradas, supondo que a KDF (HKDF) se comporte como um bom extrator, de modo que quebrar só um componente não rende nada útil.

EX011. Para chaves estáticas de vida longa com transferências pouco frequentes, o pressuposto conservador baseado em códigos do Classic McEliece e os seus textos cifrados pequenos podem justificar a chave pública grande; como alternativa, ML-KEM com o HQC como reserva posterior. A resposta deve pesar o tamanho da chave contra a diversidade de pressupostos.

EX012. Os 240% não têm taxa de base; as semanas diferem e há uma atualização do navegador no meio; as novas tentativas inflam as tentativas; não há estratificação por caminho.

EX013. 4,5 × 3,4 = 15,3 por 10.000 — um aumento absoluto de cerca de 10,8 por 10.000 séries, pequeno no agregado, mas concentrado por caminho.