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Técnico · Capítulo 5 · Português

Capítulo 5 — Escopo e evidências de segurança

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Capítulo 5 — Escopo e evidências de segurança

Mapa da aula

Aula 05 publicada. Mapa, exemplo, EX017.

flowchart TD
  N0["5.1 Definir o escopo"]
  N1["5.2 Autorização"]
  N2["5.3 Coleta de evidências"]
  N3["5.4 Integridade das evidências"]
  N0 --> N1 --> N2 --> N3
  N3 --> EX["Exemplo resolvido"]
  EX --> Q["Exercício EX017"]

Desenho lógico

flowchart LR
  N0["5.1 Definir o escopo"]
  N1["5.2 Autorização"]
  N2["5.3 Coleta de evidências"]
  N3["5.4 Integridade das evidências"]
  N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> Q["EX017"]
[5.1 Definir o escopo]
    |
    v
[5.2 Autorização]
    |
    v
[5.3 Coleta de evidências]
    |
    v
[5.4 Integridade das evidências]
    |
    v
[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX017]

Objetivos de aprendizagem

Você vai (1) definir o escopo de uma verificação técnica; (2) obter autorização; (3) coletar e guardar as evidências corretamente.

5.1 Definir o escopo

Antes de Leila verificar qualquer sistema da Marlow, o Sr. Okafor exige um escopo por escrito: quais sistemas, quais clínicas, quais datas, que métodos e o que fica de fora. Na primeira verificação, o escopo cobre as configurações de contas e as zonas de rede da clínica piloto, usando prontuários sintéticos numa cópia de teste do sistema de gestão clínica. Os prontuários reais e a infraestrutura em nuvem do fornecedor ficam de fora. Ele explica que um escopo claro protege os pacientes, a Marlow e a própria Leila, porque um trabalho fora do escopo pode causar danos ou violar contratos.

5.2 Autorização

O escopo é assinado pelo diretor de operações da Marlow e pelo encarregado. O fornecedor do sistema de gestão clínica é avisado, porque seus termos proíbem testes sem aviso prévio. Leila guarda o escopo assinado com suas anotações e leva uma cópia nas visitas às clínicas. Quando um gerente lhe pede para olhar um prontuário real para explicar um problema, ela recusa e pede que o problema seja reproduzido com dados sintéticos, registrando o pedido e a resposta no seu diário de trabalho. O diário também registra quem aprovou cada etapa, para que o trabalho possa ser reconstituído depois.

5.3 Coleta de evidências

Leila registra cada achado com data, hora, sistema, método, o que observou e uma captura de tela ou saída de comando tirada do ambiente de teste. Ela evita capturar dados reais de pacientes nas imagens usando registros sintéticos e recortando as partes irrelevantes. As evidências ficam numa pasta restrita, acessível a ela, ao Sr. Okafor e ao encarregado, com nomes de arquivo num padrão fixo de data, clínica e nome da verificação, para serem achadas depressa. Ela explica que a evidência precisa permitir que outra pessoa repita a verificação e chegue ao mesmo resultado.

5.4 Integridade das evidências

Para mostrar que as evidências não foram alteradas, Leila calcula um hash SHA-256 de cada arquivo com o hashlib do Python e registra os hashes num log, que também fica guardado como somente leitura. Quando o encarregado revisa os achados, recalcula dois hashes, e eles conferem. O Sr. Okafor observa que o hash não protege a confidencialidade, só a integridade, e que as evidências que contêm dados pessoais ainda precisam ser protegidas e excluídas quando deixarem de ser necessárias, seguindo as mesmas regras de retenção dos outros registros da Marlow.

Exemplo resolvido

Leila escreve um escopo assinado que exclui os prontuários reais, avisa o fornecedor, recusa um pedido fora do escopo, registra os achados com método e hora e calcula o hash dos arquivos de evidência.

Caso sintético. O escopo e as evidências são sintéticos.

Erros e limites

O escopo se alarga aos poucos; confira-o de novo antes de cada nova tarefa.

Exercícios

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