Capítulo 3 — Desenho do estudo, ética e reprodutibilidade
Mapa da aula
Aula 03 publicada. Mapa, exemplo, EX015.
flowchart TD
N0["3.1 Escolhendo o desenho"]
N1["3.2 A ética de estudar pedidos"]
N2["3.3 Análise reproduzível"]
N3["3.4 Definindo a complexidade"]
N4["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4
N4 --> EX["Exemplo resolvido"]
EX --> Q["Exercício EX015"]
Desenho lógico
flowchart LR
N0["3.1 Escolhendo o desenho"]
N1["3.2 A ética de estudar pedidos"]
N2["3.3 Análise reproduzível"]
N3["3.4 Definindo a complexidade"]
N4["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> Q["EX015"]
[3.1 Escolhendo o desenho]
|
v
[3.2 A ética de estudar pedidos]
|
v
[3.3 Análise reproduzível]
|
v
[3.4 Definindo a complexidade]
|
v
[Síntese]
|
v
[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX015]
Objetivos de aprendizagem
Você vai (1) escolher um desenho quase experimental para uma mudança operacional; (2) planejar a ética de uma pesquisa sobre pedidos de direitos; (3) preparar uma análise reproduzível.
3.1 Escolhendo o desenho
A Brookfield vai lançar o portal para todos os clientes em uma única data, então Hana não pode sortear os clientes. Ela escolhe uma comparação interrompida: 240 pedidos nos seis meses anteriores ao lançamento e 240 nos seis meses seguintes. Shadish, Cook e Campbell (2002) advertem que esses desenhos são vulneráveis à história, à maturação e a mudanças em quem é estudado, por isso ela planeja medir a composição dos pedidos nos dois períodos. Ela também registra qualquer outra mudança na Brookfield durante o estudo, como o quadro de pessoal, para que possa ser considerada como explicação alternativa, em vez de descoberta tarde demais.
3.2 A ética de estudar pedidos
Os pedidos de direitos contêm dados pessoais delicados e às vezes revelam disputas. O pedido de aprovação ética de Hana ao Ellery e ao encarregado de proteção de dados da Brookfield limita seu acesso aos metadados dos chamados: canal, datas, complexidade e resultado. Ela nunca lê o conteúdo dos pedidos. A Brookfield extrai os metadados com base em seu próprio interesse legítimo em melhorar a conformidade, documentado em seus registros, e Hana recebe um extrato pseudonimizado; na LGPD, essa base corresponde ao legítimo interesse do art. 7º, IX, e o registro das operações é exigido pelo art. 37. Ela declara que não tentará vincular chamados a clientes. Todo resultado é informado apenas de forma agregada, e as categorias com menos de dez pedidos são fundidas para que nenhum indivíduo possa ser inferido.
3.3 Análise reproduzível
Hana escreve a análise em um script com semente aleatória fixa e o mantém sob controle de versão. Cada número da dissertação é gerado pelo script, e não digitado à mão. Ela guarda o extrato pseudonimizado dentro do ambiente da Brookfield e executa o script lá, exportando apenas tabelas agregadas. Esse arranjo permite que um examinador inspecione o código e o execute de novo sobre dados sintéticos com a mesma estrutura, enquanto o extrato real nunca sai da empresa. O Dr. Pritchard chama isso de "levar o código até os dados" e pede que ela o descreva no capítulo de métodos.
3.4 Definindo a complexidade
Como os pedidos complexos demoram mais, Hana precisa definir a complexidade antes de ver os resultados. Ela classifica um pedido como complexo se envolver mais de um sistema que guarda os dados da pessoa, um operador terceirizado ou um pedido de cópia de gravações de chamadas. Dois funcionários classificam uma amostra de forma independente para verificar a concordância. A definição fica registrada no protocolo. Ela explica que, se a complexidade fosse definida depois dos resultados, poderia ser ajustada para favorecer o portal, o que minaria todo o desenho e deixaria suas conclusões expostas à acusação de categorias convenientes criadas a posteriori.
Exemplo resolvido
Hana escolhe um desenho interrompido de antes e depois com 240 pedidos por período, limita-se a metadados pseudonimizados analisados dentro da Brookfield e define a complexidade antes de ver os resultados.
Caso sintético. O desenho e o extrato são sintéticos; Shadish, Cook e Campbell (2002) e os arts. 7º e 37 da LGPD são reais.
Erros e limites
Desenhos interrompidos não descartam todas as alternativas; medir a composição dos pedidos reduz apenas uma ameaça.
Exercícios
- EX015 — Por que não sortear. Por que Hana não pode sortear os clientes para o portal? Rubrica: 3 = a Brookfield o lança para todos em uma única data;; 2 = menciona o lançamento;; 1 = diz que o sorteio é antiético;; 0 = nenhuma.
- EX016 — Ameaças à validade. Cite duas ameaças que Shadish, Cook e Campbell associam a esses desenhos. Rubrica: 3 = história e mudanças em quem é estudado (também a maturação);; 2 = cita uma;; 1 = não cita nenhuma;; 0 = nenhuma.
- EX017 — Só metadados. Que dados Hana pode ver? Rubrica: 3 = metadados pseudonimizados dos chamados: canal, datas, complexidade, resultado;; 2 = lista alguns;; 1 = diz que vê os chamados inteiros;; 0 = nenhuma.
- EX018 — Categorias pequenas. Por que fundir categorias com menos de dez pedidos? Rubrica: 3 = para evitar que indivíduos sejam inferidos a partir de contagens pequenas;; 2 = menciona privacidade;; 1 = omite;; 0 = nenhuma.
- EX019 — Código até os dados. O que significa aqui "levar o código até os dados"? Rubrica: 3 = o script roda dentro da Brookfield e só saem agregados;; 2 = menciona o local;; 1 = exporta os dados;; 0 = nenhuma.
- EX020 — Complexidade predefinida. Por que definir a complexidade antes de ver os resultados? Rubrica: 3 = para impedir que a definição seja ajustada para favorecer o portal;; 2 = menciona viés;; 1 = diz que é organizado;; 0 = nenhuma.
Síntese
O capítulo 3 fixa desenho, ética e reprodutibilidade. O capítulo 4 lista explicações concorrentes para qualquer melhoria.
Continue estudando — aula 03 (capítulo 03 de 08)
← Capítulo 02 · Índice das aulas · Capítulo 04 →
Continue para a próxima aula já escrita.