Capítulo 35 — Proposta do projeto final
Mapa da aula
Aula 35 publicada. Mapa, exemplo, EX103.
flowchart TD
N0["35.1 Tema"]
N1["35.2 Perguntas"]
N2["35.3 Dados"]
N3["35.4 Métodos"]
N4["35.5 Ética e riscos"]
N5["35.6 Entregas"]
N6["35.7 Cronograma"]
N7["Plano de orientação"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> N5 --> N6 --> N7
N7 --> EX["Exemplo resolvido"]
EX --> Q["Exercício EX103"]
Desenho lógico
flowchart LR
N0["35.1 Tema"]
N1["35.2 Perguntas"]
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N6["35.7 Cronograma"]
N7["Plano de orientação"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> N5 --> N6 --> N7 --> Q["EX103"]
[35.1 Tema]
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[35.2 Perguntas]
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[35.3 Dados]
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[35.4 Métodos]
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[35.5 Ética e riscos]
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[35.6 Entregas]
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[35.7 Cronograma]
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[Plano de orientação]
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[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX103]
Objetivos de aprendizagem
Você vai (1) propor um projeto final de perícia; (2) definir perguntas, dados e métodos; (3) tratar da ética e dos riscos; (4) definir entregas e cronograma.
35.1 Tema
Leah propõe: "Um laudo de investigação pericial completo e revisado do incidente sintético da ws-114, com um arquivo de análise reproduzível e uma avaliação de como as lacunas de evidência afetaram cada conclusão." O tema se apoia diretamente no curso: a investigação da ws-114 já está parcialmente feita, então o projeto final pode se concentrar na completude, na revisão e na avaliação das lacunas. A avaliação das lacunas de evidência é o elemento original, ao perguntar como cada conclusão depende de cada fonte. O escopo é fixado na proposta para que o projeto continue administrável.
35.2 Perguntas
As quatro perguntas da investigação, mais uma metapergunta: para cada conclusão, qual evidência foi decisiva e o que mudaria se faltasse uma fonte? A metapergunta transforma a investigação num estudo da sua própria confiabilidade. Saber qual evidência foi decisiva para cada resposta diz ao escritório de segurança quais fontes de log mais importam. Também diz aos leitores quão frágil é cada conclusão: uma conclusão apoiada numa só fonte é mais fraca do que uma sustentada por várias fontes independentes. O exercício de sensibilidade é como ela a responde.
35.3 Dados
A imagem sintética da ws-114, a captura de memória e o conjunto de logs fornecidos pelo escritório de segurança para treinamento, ampliados com um segundo host sintético para testar a P4. Usar dados de treinamento fornecidos pelo escritório de segurança mantém o trabalho realista e autorizado. O segundo host sintético dá à P4 um teste de verdade: um host que não deve mostrar nenhum contato com os indicadores permite a ela conferir que suas buscas não produzem falsas correspondências. Os dois conjuntos de dados vêm com hashes de aquisição, que ela verifica no início do projeto.
35.4 Métodos
Análise de linha do tempo, buscas de indicadores, triagem estática, verificação de ferramentas e um exercício de sensibilidade que remove uma fonte por vez para ver quais conclusões se sustentam. A maioria dos métodos foi praticada nos laboratórios anteriores; o exercício de sensibilidade é novo. Remover uma fonte por vez e derivar de novo as conclusões mostra de quais fontes cada resposta depende. Definir as remoções de antemão, como explica o exemplo resolvido, a impede de escolher remoções que façam os resultados parecerem interessantes. Um colega repete dois casos à mão como verificação.
35.5 Ética e riscos
Nenhum dado real; amostras sintéticas; laboratório isolado. Riscos: expansão do escopo (perguntas fixas), falha de ferramenta (segunda ferramenta), tempo (marcos). Cada risco tem uma resposta planejada. Perguntas fixas impedem o projeto de crescer; uma segunda ferramenta cobre a falha de ferramenta; os marcos mostram cedo se o tempo está ficando curto. O Dr. Ferreira revisa a lista de riscos em cada reunião de orientação. A posição ética é simples porque todos os dados são sintéticos, mas ainda assim é declarada e aprovada por escrito antes de o trabalho começar, e arquivada com a proposta.
35.6 Entregas
Laudo da investigação; arquivo de análise com scripts e hashes; avaliação das lacunas de evidência; apresentação. Cada entrega serve a um leitor diferente: o laudo, aos tomadores de decisão; o arquivo, aos revisores que querem reproduzir o trabalho; a avaliação das lacunas, ao planejamento do escritório de segurança; e a apresentação, à banca examinadora. Listá-las na proposta permite à banca conferir no fim que tudo o que foi prometido foi entregue. Cada entrega tem formato e local definidos: o laudo em PDF, o arquivo como uma pasta com manifesto, a avaliação como um capítulo do laudo e os slides para a apresentação.
35.7 Cronograma
Proposta na semana 2; análise nas semanas 3 a 8; revisão na semana 9; laudo na semana 11; apresentação na semana 12. O cronograma deixa um intervalo entre a revisão, na semana 9, e o laudo, na semana 11, que absorve atrasos. Leah usa depois parte dessa margem quando um defeito na análise de datas atrasa o rascunho em uma semana. Escrever o cronograma torna esses deslizes visíveis e permite a ela explicá-los na avaliação. Cada marco tem uma saída concreta, como a tabela da linha do tempo até a semana 5, para que o progresso possa ser conferido em vez de estimado. O Dr. Ferreira usa os marcos para estruturar as reuniões de orientação.
Plano de orientação
Leah e o Dr. Ferreira combinam reuniões quinzenais, com um breve informe escrito antes de cada uma: progresso em relação aos marcos, problemas, decisões necessárias. Grace Lin participa de duas reuniões para conferir se o trabalho continua coerente com os procedimentos do escritório de segurança. As atas das reuniões ficam com o arquivo do projeto, para que os examinadores possam ver como as decisões foram tomadas e quando o plano mudou.
Critérios de sucesso
O projeto tem sucesso se cada constatação tiver fonte e for revisada, se o arquivo reproduzir todas as tabelas e se a avaliação das lacunas cobrir cada pergunta.
Exemplo resolvido
O Dr. Ferreira pergunta como ela vai mostrar que o exercício de sensibilidade é justo. Leah responde: cada remoção de fonte é definida de antemão, as conclusões são derivadas de novo por script sempre que possível, e um colega faz a derivação manual de dois casos como verificação.
Caso sintético. A proposta é inventada.
Erros e limites
Uma proposta é um plano; registre as mudanças e seus motivos à medida que o projeto avança.
Exercícios
- EX103 — Metapergunta. Enuncie a metapergunta do projeto final. Rubrica: 3 = qual evidência foi decisiva; efeito das fontes ausentes; 2 = parcial; 1 = vago; 0 = nada.
- EX104 — Método de sensibilidade. Descreva o exercício de sensibilidade. Rubrica: 3 = remover uma fonte por vez; ver quais conclusões se sustentam; 2 = parcial; 1 = vago; 0 = nada.
- EX105 — Verificação da equidade. Como será mostrada a equidade do exercício? Rubrica: 3 = remoções predefinidas, nova derivação por script, verificação manual por um colega; 2 = duas; 1 = uma; 0 = nada.
Síntese
Uma boa proposta fixa perguntas, dados, métodos, ética, entregas e a forma como o rigor será demonstrado.
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