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Curso rápido · Capítulo 1 · Português

Capítulo 1 — Arquitetura e engenharia de segurança: fundamentos e decisões

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Capítulo 1 — Arquitetura e engenharia de segurança: fundamentos e decisões

Mapa da aula

Aula 01 publicada. Mapa, exemplo, EX001.

flowchart TD
  N0["1.1 O que significa arquitetura"]
  N1["1.2 Por que importa para uma organização pequena"]
  N2["1.3 Cinco princípios"]
  N3["1.4 Aplicá-los na Saltmarsh"]
  N4["1.5 Registrar uma decisão"]
  N5["Síntese"]
  N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> N5
  N5 --> EX["Exemplo resolvido"]
  EX --> Q["Exercício EX001"]

Desenho lógico

flowchart LR
  N0["1.1 O que significa arquitetura"]
  N1["1.2 Por que importa para uma organização pequena"]
  N2["1.3 Cinco princípios"]
  N3["1.4 Aplicá-los na Saltmarsh"]
  N4["1.5 Registrar uma decisão"]
  N5["Síntese"]
  N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> N5 --> Q["EX001"]
[1.1 O que significa arquitetura]
    |
    v
[1.2 Por que importa para uma organização pequena]
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    v
[1.3 Cinco princípios]
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    v
[1.4 Aplicá-los na Saltmarsh]
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    v
[1.5 Registrar uma decisão]
    |
    v
[Síntese]
    |
    v
[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX001]

Objetivos de aprendizagem

Você vai (1) explicar a arquitetura de segurança em termos simples; (2) aplicar cinco princípios de projeto a uma pequena cooperativa de crédito; (3) registrar corretamente uma decisão.

1.1 O que significa arquitetura

Leah Brennan coordena as operações da fictícia Saltmarsh Community Credit Union, uma cooperativa de crédito que atende seis mil associados em duas agências e num site. Ela entra num curso rápido de um mês no fictício Northgate Learning Centre, ministrado por Felix Ortega. Felix define a arquitetura de segurança como o arranjo geral das proteções entre pessoas, processos e tecnologia, projetado para que elas funcionem juntas. Ela responde a perguntas práticas: quem pode alcançar quais sistemas, onde as identidades são verificadas, onde ficam os dados dos associados e como os serviços se recuperam. É um plano para o todo, e não uma lista de produtos.

1.2 Por que importa para uma organização pequena

Leah pergunta se uma pequena cooperativa de crédito precisa mesmo de arquitetura. Felix explica que as organizações pequenas tomam decisões de segurança o tempo todo, como comprar um novo sistema de empréstimos ou permitir que um fornecedor se conecte remotamente. Sem um plano geral, cada decisão é tomada isoladamente, e elas muitas vezes se contradizem. Uma arquitetura curta e escrita permite que Leah confira cada nova proposta contra princípios acordados. Anderson (2020) observa que muitas falhas de segurança vêm de sistemas que eram razoáveis cada um sozinho, mas inseguros em combinação. Leah concorda em redigir uma para a Saltmarsh.

1.3 Cinco princípios

Felix ensina cinco princípios de Saltzer e Schroeder (1975), em termos simples. Menor privilégio: dar a cada pessoa apenas o acesso de que sua função precisa. Padrões seguros contra falhas (fail-safe defaults): partir de nenhum acesso e conceder o que for necessário. Mediação completa: verificar a permissão a cada requisição, e não só no login. Separação de privilégio: exigir duas pessoas ou duas condições para as ações mais sensíveis. Aceitabilidade psicológica: tornar os controles fáceis o bastante para que as pessoas os usem corretamente. Leah observa que esses princípios têm décadas e ainda assim descrevem a maior parte dos problemas que ela vê no trabalho.

1.4 Aplicá-los na Saltmarsh

Leah aplica os princípios. Os caixas podem ver as contas dos associados, mas não alterar as taxas de juros, o que é menor privilégio. As contas de novos funcionários começam vazias e recebem papéis mediante aprovação, o que é padrão seguro contra falhas. As transferências grandes exigem a aprovação de um segundo funcionário, o que é separação de privilégio. Ela encontra uma lacuna: a conta de e-mail compartilhada da agência é usada por todos os caixas, então ninguém consegue saber quem enviou o quê. Ela também descobre que o login do internet banking já usa um segundo fator por aplicativo, que os associados acham fácil, um exemplo de aceitabilidade.

1.5 Registrar uma decisão

A primeira decisão de arquitetura de Leah é se deve substituir a conta de e-mail compartilhada da agência por caixas postais individuais e uma caixa compartilhada que cada pessoa acessa com sua própria conta. Ela escreve um registro de decisão curto: contexto, opções, a escolha, os motivos, as consequências e quando revisitar. A escolha são contas individuais com acesso à caixa compartilhada. O motivo é a responsabilização, já que as consultas dos associados precisam ser rastreáveis até a pessoa que respondeu. Felix enfatiza que registrar as decisões por escrito permite que outros as entendam e as questionem depois, mesmo quando o autor já tiver saído.

Exemplo resolvido

Leah define a arquitetura em termos simples, aplica cinco princípios à Saltmarsh, encontra uma lacuna no e-mail compartilhado e registra a decisão de substituí-lo.

Caso sintético. A Saltmarsh, o Northgate e todas as pessoas são sintéticos; Anderson (2020) e Saltzer e Schroeder (1975) são reais.

Erros e limites

Os princípios podem entrar em conflito, como a aceitabilidade contra a separação de privilégio. Cursos curtos dão fundamentos, e não domínio.

Exercícios

Síntese

A arquitetura de segurança é um plano escrito, fundamentado em alguns princípios duradouros e em decisões registradas.

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