Capítulo 2 — Escopo, permissão e prática segura
Mapa da aula
Aula 02 publicada. Mapa, exemplo, EX014.
flowchart TD
N0["2.1 Escopo"]
N1["2.2 Permissão"]
N2["2.3 Regras de prática segura"]
N3["2.4 Proteger outras pessoas"]
N4["2.5 Pedir ajuda"]
N5["2.6 Registro"]
N6["2.7 Mudar o escopo"]
N7["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> N5 --> N6 --> N7
N7 --> EX["Exemplo resolvido"]
EX --> Q["Exercício EX014"]
Desenho lógico
flowchart LR
N0["2.1 Escopo"]
N1["2.2 Permissão"]
N2["2.3 Regras de prática segura"]
N3["2.4 Proteger outras pessoas"]
N4["2.5 Pedir ajuda"]
N5["2.6 Registro"]
N6["2.7 Mudar o escopo"]
N7["Síntese"]
N0 --> N1 --> N2 --> N3 --> N4 --> N5 --> N6 --> N7 --> Q["EX014"]
[2.1 Escopo]
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v
[2.2 Permissão]
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v
[2.3 Regras de prática segura]
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[2.4 Proteger outras pessoas]
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v
[2.5 Pedir ajuda]
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v
[2.6 Registro]
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v
[2.7 Mudar o escopo]
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v
[Síntese]
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v
[Exemplo resolvido] --> [Exercício EX014]
Objetivos de aprendizagem
Você vai (1) definir um escopo por escrito; (2) explicar por que a permissão importa; (3) seguir regras de prática segura com arquivos suspeitos; (4) proteger os dados de outras pessoas.
2.1 Escopo
O escopo diz o que você pode examinar, com que finalidade e por quanto tempo. Priya escreve: "Somente o notebook FB-LAP-02; finalidade: descobrir o que o arquivo baixado instalou e se os dados do banco de alimentos estão em risco; de terça a sexta-feira." O celular pessoal de Tomás não está no escopo. Cada parte do escopo de Priya tem um motivo. Um notebook, porque foi nele que o problema apareceu. Uma pergunta, para que ela saiba quando terminou. Quatro dias, para que o trabalho não se transforme numa revisão geral de todos os computadores do banco de alimentos. O celular de Tomás fica de fora porque pertence a ele, não ao banco de alimentos.
2.2 Permissão
Examinar um computador sem a permissão do dono pode violar a lei e a confiança. Ana, a coordenadora, assina o escopo. Tomás também concorda, já que usou o notebook e pode ter dados pessoais de navegação nele. A assinatura de Ana também protege Priya. Se alguém perguntar depois por que ela examinou o notebook, ela pode mostrar o escopo assinado. A concordância de Tomás importa porque seus dados pessoais de navegação podem estar no notebook; Priya avisa que não vai ler a navegação pessoal dele além do que a pergunta exige, como a página do anúncio visitada logo antes do download.
2.3 Regras de prática segura
Nunca execute um arquivo suspeito para "ver o que ele faz". Nunca o envie por e-mail comum. Nunca o envie a sites públicos sem permissão, porque arquivos podem conter dados privados. Trabalhe numa cópia da evidência quando possível. Mantenha o notebook fora da rede. Priya segue cada regra neste caso. Ela nunca executa FreeTemplates_setup.exe; em vez disso, calcula seu hash. Ela não envia o arquivo a um site público de verificação, porque Ana não concordou e o arquivo pode conter dados privados. Ela mantém o FB-LAP-02 fora do Wi-Fi até ele ser restaurado. Quando copia suas anotações para um pendrive, copia apenas as próprias anotações e resultados, não o arquivo suspeito.
2.4 Proteger outras pessoas
O notebook guarda uma lista de clientes do banco de alimentos. Priya examina apenas o que a pergunta exige e não abre a lista de clientes. Se os dados de clientes estivessem em risco, caberia a Ana decidir se avisaria as pessoas. A pergunta é se o arquivo baixado poderia ter lido ou enviado dados, não o que a lista de clientes diz. Se a evidência tivesse mostrado dados saindo do notebook, Priya teria contado a Ana que tipo de dados havia nele, e Ana, não Priya, decidiria se os clientes precisariam ser avisados. Neste caso nada indicou saída de dados, e a lista de clientes continuou fechada.
2.5 Pedir ajuda
Quando algo está além da sua habilidade, Priya pede ajuda a um profissional de confiança em vez de adivinhar. Conhecer os próprios limites faz parte da prática segura. Neste caso, a evidência apontou para um instalador de adware conhecido, sem sinal de uso indevido do e-mail, algo que Priya conseguia resolver. Se o hash não tivesse correspondido a nada e o notebook tivesse mostrado sinais de envio de dados para fora, ela teria parado e pedido a Ana que chamasse um profissional de resposta a incidentes, mantendo o notebook desconectado e as anotações prontas para entregar.
2.6 Registro
O escopo, a permissão e qualquer mudança neles são escritos e datados. A página de escopo de Priya mostra três entradas datadas: o escopo original assinado por Ana na terça-feira, a concordância de Tomás e a mudança de quarta-feira que acrescentou "histórico de entradas da conta de e-mail do banco de alimentos". Cada entrada diz quem concordou e quando. Se alguém perguntar depois por que Priya examinou a conta de e-mail, a página responde sem que ninguém precise se lembrar. Um "sim, pode seguir" dito no corredor é fácil de esquecer ou contestar; uma linha datada, não.
2.7 Mudar o escopo
Se Priya encontrar sinais de que outro notebook foi afetado, ela pergunta a Ana antes de examiná-lo. A conta de e-mail, descrita no exemplo resolvido abaixo, é o exemplo real do caso. O escopo original abrangia apenas o notebook, então Priya esperou até que Ana acrescentasse o histórico de entradas da conta ao escopo por escrito. Só então ela olhou a conta. Se outro notebook tivesse mostrado os mesmos pop-ups, o mesmo passo valeria antes de ela tocar nele.
Exemplo resolvido
Na quarta-feira, Priya vê que Tomás salvou no navegador a senha do e-mail do banco de alimentos. Verificar se a conta foi usada indevidamente está fora do escopo original. Ela pergunta a Ana, que acrescenta "histórico de entradas da conta de e-mail do banco de alimentos" ao escopo por escrito.
Caso sintético. O escopo e os eventos são inventados.
Erros e limites
Boas intenções não substituem a permissão; pergunte antes, mesmo quando parecer lento.
Exercícios
- EX014 — Partes do escopo. Que três coisas um escopo declara? Rubrica: 3 = o quê, finalidade, tempo; 2 = duas; 1 = uma; 0 = nada.
- EX015 — Fora do escopo. Cite uma coisa fora do primeiro escopo de Priya. Rubrica: 3 = o celular pessoal de Tomás (ou a conta de e-mail antes da ampliação); 2 = vago; 1 = o notebook; 0 = nada.
- EX016 — Quem assina. Quem assinou o escopo, e quem mais concordou? Rubrica: 3 = Ana assinou; Tomás concordou; 2 = um; 1 = ninguém; 0 = nada.
- EX017 — Nunca executar. Por que nunca executar um arquivo suspeito para testá-lo? Rubrica: 3 = pode causar dano e alterar a evidência; 2 = parcial; 1 = não tem problema; 0 = nada.
- EX018 — Envio público. Qual é o risco de enviar um arquivo a sites públicos? Rubrica: 3 = pode expor dados privados; exige permissão; 2 = parcial; 1 = vago; 0 = nada.
- EX019 — Lista de clientes. Como Priya tratou a lista de clientes? Rubrica: 3 = não a abriu; examinou só o necessário; 2 = parcial; 1 = leu a lista; 0 = nada.
- EX020 — Avisar os clientes. Quem decide se os clientes serão avisados, e por quê? Rubrica: 3 = Ana, como responsável; 2 = só o nome; 1 = Priya; 0 = nada.
- EX021 — Limites. O que Priya deve fazer quando uma tarefa está além da sua habilidade? Rubrica: 3 = pedir ajuda a um profissional de confiança; 2 = parcial; 1 = adivinhar; 0 = nada.
- EX022 — Rede. Por que manter o notebook fora da rede? Rubrica: 3 = impedir contato e propagação; 2 = parcial; 1 = é mais rápido; 0 = nada.
- EX023 — Cópias. Por que trabalhar numa cópia quando possível? Rubrica: 3 = o original continua inalterado; 2 = parcial; 1 = sem motivo; 0 = nada.
- EX024 — Senha salva. O que foi encontrado na quarta-feira? Rubrica: 3 = senha do e-mail do banco de alimentos salva no navegador; 2 = parcial; 1 = errado; 0 = nada.
- EX025 — Ampliação. Como o escopo foi ampliado? Rubrica: 3 = perguntou a Ana; histórico de entradas do e-mail acrescentado por escrito; 2 = parcial; 1 = simplesmente examinou; 0 = nada.
- EX026 — Segundo notebook. Se outro notebook parecer afetado, o que vem primeiro? Rubrica: 3 = pedir permissão a Ana antes de examinar; 2 = parcial; 1 = examinar; 0 = nada.
Síntese
Escreva o escopo, obtenha a permissão, manuseie arquivos suspeitos com segurança, proteja os dados dos outros e amplie o escopo apenas por escrito.
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